Tristeza

Hoje fiz prova final de Direito Civil IV. Não preciso dizer que não fui bem né? (Lê-se que não passei).
Foi instaurado em mim uma tristeza profunda. Não por não ter passado na disciplina que eu detesto do fundo do meu coração, mas pela decepção. Pela minha decepção, dos meus pais, da minha família. O orgulho que eles diziam sentir por mim, ir por água a baixo por causa de um deslize.
Sim, sou extremamente perfeccionista e orgulhosa, e a ideia me afetou de tal maneira, que pela primeira vez na minha vida eu quis morrer, mas a coragem é tão grande que não seria capaz de cometer suicídio, além de que tenho tanto medo de ir para o umbral (espirita lembram?), que não conseguiria me matar. Isso tudo sem falar que eu ainda me amo. rs
Cheguei em casa, chorando horrores, e minha mãe sacou na hora. Na verdade, ela disse que achou que eu estava até brincando quando disse que não tinha conseguido, mas quando ela me viu chorando, percebeu que a coisa era séria. Fiquei muito mal mesmo, ainda estou, mas um pouco melhor, e vou dizer por que...
Pouco depois, minha avó liga. Pensei comigo: Eita. Mas ela me disse coisas que me fez me sentir muito bem. Disse que quando a gente cai, temos que levantar logo em seguida de cabeça erguida, ainda mais que não é o fim do mundo. Disse ainda que a única coisa que merece lágrimas, em alguns casos, é a morte, do contrário, nada é tão grave. Me lembrou que eu tenho a oportunidade de fazer a disciplina novamente, e que não era para eu ficar me martirizando, que eu tenho que viver o amanhã, porque o ontem e o hoje já são passado. E o mais importante de tudo, disse que me ama, bem como todos os meus familiares, e uma coisinha dessas não afetaria o amor que eles sentem por mim.
Depois de tudo isso, chorei ainda mais né? Poxa, ouvir tudo isso, foi a melhor coisa do mundo. E esse é outro motivo para eu não querer a morte prematura, eu amo todos eles, mais do que qualquer coisa do mundo... Mais do que a mim mesma e a minha amargura...

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