Sangue de barata

Tem que ter saco para aturar certas pessoas. Algumas ressurgem do nada, não como fênix, que é a minha criatura mitológica favorita, mas como fantasmas desocupados mesmo, que voltam para assombrar as nossas vidas.
Esses dias um voltou para me atormentar. Uma. Não olhou na minha cara quase o semestre inteiro e agora vem, como se nada tivesse acontecido. E pior, tem a cara de pau de dizer: "você engordou um pouco, está tensa?". Dai-me paciência, porque se me der força, eu bato até matar. Sério.
Tenho uma paciência de Jó, mas tem casos que ela é testada até quase ser saturada. Enfim, paciência tem limite, e a da minha até que é bem longo, mas sangue de barata eu não tenho. O que eu fiz? Contei até um milhão. Não deu muito certo. Mas no msn a gente dá um jeito. Disse que sim, que estava cheia de problemas e estressada. Não engordei nada, mas não é bom discutir, só com uma pessoa eu gosto, isso pra vê-lo nervoso. HAHAHAHA! Respira fundo. USSAH!
O que me irrita nem é a cara de pau de perguntar se eu engordei, e sim a cara de pau de vir conversar comigo. Agora lembrou que eu existo? Acho incrível. Eu sou do tipo de pessoa que custa a confiar nas pessoas, mas quando confio, e essa confiança é quebrada, jamais volta ao normal. JAMAIS. Por mais que eu converse, ouça as lamentações, eu nunca mais confiarei novamente. Sou assim. Então hoje converso com esse fantasma, mas sou indiferente, como uma pessoa qualquer, não faz diferença mais na minha vida.
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