Cautela

Numa postagem anterior disse sobre esperar as coisas acontecerem. O motivo que me fez escrevê-lo foi uma conversa com a Gal e com o Fred.
Na primeira, o que a Gal disse faz muito sentido para mim, "a gente sofreria bem menos se as pessoas dissessem a que vieram, se o cara que você gosta simplesmente dissesse: olha, eu também estou interessado em você". Verdade. A gente sofreria bem menos, sem ter que adivinhar se aquela pessoa disse aquilo pra você, se tem subentendidos naquela frase e principalmente não perderíamos tempo com uma pessoa que não quer nada com a gente.
Eu sou amante da paquera. Adoro essa arte, a briga de gato e rato me atrai e muito. Pra falar a verdade é a parte que eu mais gosto, porque depois que conquisto quem quero acabo acomodando. Pra falar a verdade amadureci muito, antes eu pensava que o que estava ganho não se perdia, que era legal ter várias conquistas para documentar. Hoje já penso que ganhador é aquele que conquista a mesma pessoa todos os dias. Pensa bem, é muito mais difícil ter que conquistar a mesma pessoa todos os dias de formas diferenciadas, fácil é conquistar vários. Um sorrisinho aqui, uma jogada de cabelo ali, um olá diferente e ponto pra você. Básico.
O fato é que depois de um tempo a paquera começa a cansar, você começa a achar que você tá fazendo alguma coisa errada porque não dá resultados, a pessoa não desempaca, não acontece absolutamente nada. A Gal me fez refletir muito sobre isso, correr atrás do que queremos, dizer logo que estamos interessadas e não temos a perder. O mais duro é ouvir as básicas: "está indo rápido demais", "você está confundindo as coisas", ou mesmo a pior de todas: "deixa acontecer, quem sabe um dia". NÃO. NÃO! Eu não quero um dia, quero agora! Não vou esperar por uma pessoa que pode NUNCA estar disponível para mim!
Na conversa com o Fred, contei a ele esse meu ponto de vista e a minha conversa com a Gal. Ele disse que não seria mais fácil não, que muitas vezes precisamos de tempo para decidirmos o que queremos ou mesmo para tomarmos coragem para fazer a coisa certa, que se disséssemos a que viemos rápido demais poderíamos colocar tudo a perder, que esse negócio de adivinhar subentendidos não tá com nada. Que devemos deixar acontecer. Verdade também. Na verdade ele sempre me convence (¬¬'). Mas o que ele falou me fez refletir com tanta intensidade quanto um daqueles sinalizadores no asfalto (ele me disse uma vez como se chamam, só esqueci.. ¬¬').
Sopesando (que Caico! HSUHASER!) os dois lados, cheguei a conclusão que nenhum dos dois é o ideal. Que não é bom esperar e nem falar na lata. O ideal é ter cautela. Dizer o que deve ser dito no momento certo, mas fazer que momentos como esse simplesmente aconteçam.
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