No ritmo

Eu estava numa vida de horror
Com a cabeça baixa sem ninguém me dar valor
Eu tava atrás, da minha paz
Agora que mudou a situação
Choveu na minha horta vai sobrar na plantação
Deixei pra trás, pois tanto faz
Eu quero mais é beijar na boca
E ser feliz daqui pra frente...
Já me livrei daquela vida tão vulgar
Me vacinei de tudo que podia me pegar
Corri atrás, quem tenta faz
Eu ando muito a fim de experimentar
Meter o pé na jaca sem ter que me preocupar
Eu quero mais, mais, mais, mais...
Eu quero mais é beijar na boca
E ser feliz daqui pra frente... pra sempre
Eu estava numa vida de horror
Com a cabeça doida sem ninguém me dar valor
Andava atrás, da minha paz
Agora que mudou a situação
Choveu na minha horta vai sobrar na plantação
Deixei pra trás, pois tanto faz
Eu quero mais é beijar na boca
E ser feliz daqui pra frente... pra sempre
Realmente estava chovendo na minha plantação, tanto que estava "meio que tendo um dilúvio"! A situação estava tão periclitante que meu lema (e da Joy também, só para ficar registrado) era: "vem de garfo que hoje é sopa" (rimos demais dessa frase, mas situações extremas requerem medidas extremas!). Havia muita demanda e pouca oferta, ou seja, havia baixa na fronteira de possibilidade de produção.
Economia à parte, foi uma fase ótima e passageira como tudo na vida. Não tardou muito e veio a estiagem. Tá. Demorou um pouquinho. Mas de verdade? Muito bem vinda por mim. Eu estava MESMO precisando. À época eu poderia escolher entre vários. Tinha mais de uma opção por dia. Tenso. Era difícil escolher. Mas eu conseguia...
Depois dessa fase crítica veio a seca. Não seca total, havia dias de garoa. Até por que, cá entre nós, ninguém aguenta a seca total. Eu nem moro no sertão para gostar de seca!
Enfim. Veio a fase tranquila. O ritmo desacelerou, ou melhor, voltou ao ritmo normal. Bem sincera. Verdade. Relaxei. Pude enfim me tranquilizar. Não havia muitas opções. HAHAHA!
Agora o ritmo está mudando, de novo. A chapa está esquentando nesse campo sentimental, de novo. A tempestade está vindo com tufões e furacões e eu estou no meio dela, de novo. Vai, DE NOVO, fazer uma "quizumba" no meu coração. Coração modo de dizer, na minha vida sentimental. Só para clarear. DE NOVO! DE NOVO! DE NOVO!
Sinceramente? Agora pode ser. Não tô com tantas preocupações na cabeça, dá para ocupá-la com escolhas fúteis. Como: "prefiro aquele moreno" ou "aquele é magro demais, baixo demais, forte de mais, tem o olho escuro demais, claro demais..." Sério. Fúteis. Mas é uma forma de seleção, não é? Eu não sou uma INHA para ir pegando a torto e a direito. Não, decididamente.
Acho que são fases da vida. Como a lua. É tudo uma questão de adequação. Sempre.
Comentários
Postar um comentário