Crescimento

Estive pensando... Quando a gente é "pequeno" a tendência é acreditar que não há dor maior (com relação á sentimentos não valorizados) do que o amor não correspondido... Quando a gente "cresce", percebe que a maior parte da nossa vida nós e nossos sentimentos foram rejeitados, e o ciclo é quase sempre aquele: A gosta de B que gosta de C que por sua vez gosta de A. Raríssimas são as vezes que A e B se gostam mutuamente. E quando isso acontece nós agarramos com tanta força essa oportunidade, com medo de perdê-la que, quase sempre, acabamos nos acomodando. Fato é que quando a gente vira "gente grande" nós já passamos pela situação de rejeição tantas vezes que já estamos pra lá de pós doutorados no assunto. Mas então a gente percebe que o fato de sermos rejeitados já não nos afeta mais com tanta intensidade, porque acabamos que nos acostumamos com isso... Percebemos então que é doloroso fazer os outros passarem pelo que nós já passamos inúmeras vezes. Quando a gente é "pequeno" e não estamos nem ai para os outros e seus sentimentos, nós colocamos na tecla: "foda-se, eu não te quero" sem dó nem piedade. Mas quando "crescemos", nos importamos com os outros e seus sentimentos ou já passamos pela dor de não ser correspondido tantas vezes que já nem nos lembramos mais como é ser amado da mesma forma (e pela mesma pessoa) que amamos, começamos a colocar a mão na consciência e pensar: "Porra, o que eu vou fazer?" ficar com a pessoa é inimaginável 1) porque você estaria usando ela da pior e mais mesquinha maneira que existe e 2) você não consegue enxergá-lo mais do que como um bom amigo. Meu amigo, minha amiga, você entrou numa enrascada de um tamanho... Não queria te dizer não, mas sua amizade já era. É sério. Vamos exemplificar. Essa situação tá acontecendo comigo e um amigo meu, vamos chamá-lo de Zeca. Eu e o Zeca somos amigos a pouco tempo, então eu não tenho que me preocupar com a amizade, porque mal nos conhecemos, certo? Errado! Erradíssimo! Eu gosto dele pra caramba! Temos gostos muito parecidos, ele é fofo e engraçado. Eu gosto dele. Como amigo. Mas começo a perceber que ele não me vê só como amiga. E isso me ferrou de vez. Não dá pra eu simplesmente chegar pra ele e falar, com toda a delicadeza do mundo, que me é peculiar (aham o.O): "Zeca, é o seguinte, eu e você, meu querido, não temos nada a ver, então por favor, tira isso da sua cabeça, porque não vai rolar." O.O se mata né colega? Fala morre diabo que fica mais delicado! Kkkk... O problema é que não tem como ter tato com essa situação. Um toco sempre é um toco, e um toco de um amigo é pior ainda. Certo, eu não sei na verdade se é pior, imagino que deve ser. Acho que eu ficaria morrendo de vergonha, o distanciamento seria meio que natural, e os dois ficariam bem chateados com isso. O pior (como se pudesse piorar!) é que ele é um grude! Um grude virtual (tendo em vista que eu evito no máximo, agora, encontrá-lo), mas imagina, se já é assim não pessoalmente, imagina cara-a-cara? Minha glicose iria parar nas alturas, diabetes tipo mais grave seria o básico pra mim. Cara, é sério, pra mim não tem defeito pior numa pessoa do que o grude. Claro, não dá pra ser nem tanto ao mar nem tanto ao vento, não dá pra ser um grude nem um desencanado igual o retardado do meu éks, tem que saber ponderar. Mas sinceramente, eu, no auge nas minhas longas asas prefiro mil vezes o desencanado que o chiclete. Não suporto gente chiclete gente! É incompatível comigo, que que eu posso fazer?
Mas voltando. Não dá pra soltar os cachorros em cima dele, e também não dá pra ficar distante. Pode acreditar, já tentei. Meu jeito distante é: não conversar. Ai ele começa a encher. Ai eu começo a responder monossilabicamente. Ele tem uma crise do tipo: estou te incomodando-fiz alguma coisa- por que você não tá falando comigo? Sério. Deu vontade de dizer: "Meu filho! Eu tô te evitando pra te proteger. Pode acreditar mas o seu erro foi ter se apaixonado por mim!" Foda. Ô senhor... O que eu faço? :s
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