Verde


Escolhi que esse ano meu blog será verde para simbolizar a natureza que tem sido tão castigada nos últimos tempos. Fico indignada quando vejo alguém jogando lixo na rua, se estão comigo é um caos, pois faço pegarem e jogarem no lixo. O que que custa? Quanto custa para você guardar o papelzinho de bala ou o panfleto idiota que te entregaram, até chegar numa lixeira? Pra você pode ser insignificante, mas e para o planeta?
Quando vejo alguém desperdiçando água, me dói o coração como se fosse meu próprio sangue. Não é o meu, mas é da Terra. Gaia. Se eu vejo, sempre digo a mesma lenga lenga "a água do mundo está acabando. Já pensou em morrer de sede?" Poxa, qual é né? As calotas polares estão descongelando numa velocidade mórbida. No futuro, os países não brigarão por petróleo e sim por água. Pessoas irão morrer na seca. Quantas por dia já não morrem?
A fúria da natureza nunca foi tão implacável. Pessoas estão morrendo vítimas disso. Quantas já morreram em decorrência das chuvas no Rio? Mais de 800? Isso que eles acharam os corpos. Os ventos estão devastadores. O mar está destruindo tudo o que tiver na frente. Nunca na história desse país houve tantos desastres naturais. E a música de Sobradinho de composição de Sá e Guarabyra nunca foi tão atual:

O homem chega e já desfaz a natureza
Tira a gente põe represa, diz que tudo vai mudar
O são francisco lá prá cima da bahia
Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
E passo a passo vai cumprindo a profecia
Do beato que dizia que o sertão ia alagar
O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão
Vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão
Na na na na na
Na na na na na
Adeus remanso, casa nova, sento-sé
Adeus pilão arcado vem o rio te engolir
Debaixo d'água lá se vai a vida inteira
Por cima da cachoeira o gaiola vai subir
Vai ter barragem no salto do sobradinho
E o povo vai se embora com medo de se afogar
O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão
Vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão
O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão
Vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão
Virou
Na na na na na
Na na na na na
Na na na na na
Adeus remanso, casa nova, sento-sé
Adeus pilão arcado vem o rio te engolir
Debaixo d'água lá se vai a vida inteira
Por cima da cachoeira o gaiola vai subir
Vai ter barragem no salto do sobradinho
E o povo vai se embora com medo de se afogar
O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão
Vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão
O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão
O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão
Na na na na na
Na na na na na
Remanso, casa nova, sento sé, pilão arcado, sobradinho
Adeu, adeus
Remanso, casa nova, sento sé, pilão arcado, sobradinho
Adeu, adeus
Remanso, casa nova, sento sé, pilão arcado, sobradinho
Adeu, adeus
Remanso, casa nova, sento sé, pilão arcado, sobradinho
Adeu, adeus

E o que nós faremos? Esperaremos que o mar vire sertão vou vamos começar já a tomar alguma iniciativa para mudar esse estágio? Pode ser que você pense: "mas eu sou só uma pessoa, o que posso fazer pra mudar o planeta?" Eu já pensei assim, e mudei meu pensamento com uma velha frase da vovó, "de grão em grão a galinha enche o papo." A cada pessoa que economizar água, energia, jogar o lixo no lixo, reciclar, se torna milhões, e porque não bilhões de habitantes do mais belo planeta do universo? Você quer morar em Marte quando a Terra for destruída? Eu não (não que eu vou viver até lá, mas não vamos racionalizar em cima disso). Assim como um capitão afunda com seu navio porque entende que é parte dele (sei lá se é por isso, algum já sobreviveu pra contar porque morreria?), eu morreria junto com a Terra, pois me entendo como parte dela. E você? Vai ficar ai parado?

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