Variáveis

Já falei aqui sobre a relatividade do amor. Mas vamos recapitular: para mim o amor é relativo. Beleza. Da outra vez eu falei da questão pela primeira vez, era o que eu estava pensando na hora que escrevi o post, não refleti muito a respeito. No entanto hoje perdi bastante tempo pensando sobre isso.

Pensa comigo, todos os sentimentos são construídos. A amizade necessita de certas circunstâncias recíprocas como, por exemplo, a confiança e o companheirismo. A saudade precisa de um tempo longe do outro para existir. O ódio, a raiva, necessitam de um motivo para aflorarem. O ciúme, o desejo de posse. A inveja o querer o que o outro tem ou é. E por ai vai. Portanto o amor não poderia ser de forma diferente certo? Para se amar necessitam de circunstâncias, eu diria similares à amizade, tanto é que dizem que uma linha tênue separa os dois. Enfim, precisa de confiança, companheirismo, convivência, similaridades (é claro, quem ama outra pessoa se estas não tiverem nem ao menos uma coisa em comum?), entre tantas outras coisas relativas que variam de pessoa para pessoa, creio eu.

Mas o que me fez refletir hoje não foi necessariamente sobre a relatividade amorosa. Foi como o amor acaba. Bom, seguindo a minha teoria, se o amor é relativo, basta uma variável não existir, ou deixar de existir para que o sentimento rua. É sério. Eu por exemplo não amaria uma pessoa se esta traísse a minha confiança. Como eu digo, confiança é uma coisa que TEM que ter entende? Tipo um ingrediente essencial para qualquer receita sentimental. É isso ficou péssimo, mas acho que deu pra me fazer entender. O que quero dizer é que o amor acaba da mesma forma que começa. Por exemplo, a gente pode ter um amigo a longa distância por um tempo. Podemos nos enganar dizendo que ele continua sendo nosso “Best friend forever” mas na verdade não é mais. Existe, nesse caso, junto à amizade a saudade, mas a convivência, que também é necessária para ter uma amizade legal, não existe mais, portanto você realmente está se enganando sobre seu BFF.

Tá, eu posso estar querendo dar uma de Einstein e relativizar tudo, inclusive os sentimentos, e por mais que existam críticas a respeito (cá entre nós todas as pessoas com quem compartilho minha teoria a criticam negativamente, não que eu ache que existe crítica construtiva), minha teoria da relativização (teoria da relatividade já existe, ficou feio relativização, mas fazer o que?) não deixa de ser uma bem lógica. Faz parte do ser humano, que como a Constituição (vamos de novo aos exemplos e comparações. Péssimo) aparentemente é estático. Aparentemente. Na verdade nós estamos mudando o tempo todo, a cada segundo, por mais que sejamos quadrados do tipo “nunca mudo minhas convicções”, muda. E ai entra a mentira, que precisa da variável “dizer uma inverdade” para existir.

p.s.: Cá entre nós, inverdade é só uma maneira polida de dizer mentira, mas achei que o final ficou legal assim, meio sem lógica mas legal =)

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