Dissimulada


Nesses últimos dias aprendi na marra que o mundo é dos espertos e dissimulados.
Na última sexta feira percebi que não é fácil, mas é preciso muitas vezes omitir o que pensamos e sentimos, para não dar o "gostinho" de vitória à outra pessoa, é mais ou menos como se disséssemos: "Ok, você venceu." Ahhh. Perder não é pra mim.
Aprendi que não é preciso ser falso, dizer o que quer dizer para outra pessoa, e não aquela que você quer realmente falar, mas sim burlar algumas coisas básicas. Por exemplo, dar o seu mais belo sorriso de "está tudo bem, nada está me incomodando" para aquela pessoa que você gostaria de esganar.
Dizer o que você pensa é para poucos. Muitas vezes aquilo o que você disse, em 'mãos erradas', vai ser jogado na sua cara depois de um tempo. Aprendi que é preciso ter um certo tato para falar as coisas, que além de fingir e esconder seus pensamentos e sentimentos, você ainda tem que mentir.
Para mim isso foi o mais duro. Não foi duro ver uma pessoa que eu AMO se passar por mim, tentar 'roubar' o meu cargo, ou invadir o meu território. Isso não me incomodou tanto quanto ter que me passar por outra pessoa. Outra pessoa porque a Marcella verdadeira diz o que pensa na cara, e não tem meio termo, não tem sorrisos se eu não estou satisfeita. A Marcella que 'baixou' em mim, nunca tinha dado as caras antes. Uma garota que sorria por mais que quisesse matar a pessoa que estava na frente dela. Que dizia palavras doces mas que queria dizer tudo o que estava pensando, que não passavam de palavras rudes e grosseiras. Nesse dia percebi que o mau auto-controle é muito maior do que eu imaginava. Antes eu não suportaria um segundo guardando pra mim os meus pensamentos, não ficaria feliz se não falasse, mas me comportei tão bem, que até me surpreendi. Fui uma tremenda Lady. Doce, educada, gentil... Por mais que por dentro aquela falsidade estivesse me consumindo.
Passei o final de semana inteiro com ÓDIO, com um stress que descontava tudo nos meus amigos, e principalmente no Fê, ele que estava ali todo gentil comigo, e eu estava sendo tremendamente estúpida com ele. Obviamente, todos percebiam que eu estava estressada antes mesmo de abrir a boca, mas me comportei mesmo assim. Foram dias difíceis, em que eu não estava mais aguentando guardar aquilo pra mim e descontava em todos ao meu redor, menos no meu alvo.
O tempo passa, o stress e a raiva diminui, e no lugar dela vem o rancor e a malícia. Sim, malícia de planejar cada passo para ACABAR com a pessoa em questão. Meu plano tático está se moldando conforme as circunstâncias, mas vai dar certo. A muito tempo não agia sendo tão má com alguém e nunca tinha sido tão falsa. Mas quer saber? Todo mundo precisa de uma fase Capitu.

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